sexta-feira, 11 de maio de 2012

Gratidão...


Me sinto imensamente confortada diante de tantas coisas negativas que tem me acontecido... Só tenho que agradecer aos meus amigos que me acalentam, me guiam e lutam comigo para que eu entenda tudo que tem acontecido...
Nos meus momentos de fraqueza e descrença consegui seguir graças as mãos protetoras e carinhosas que tive! E continuo seguindo rumo ao desconhecido, esperando que Deus me mande todas as provações e aprendizados colhidos por elas.
Tenho eterna gratidão pelo "colo" que esteve ali quando mais precisei e está ainda com um carinho ímpar e único...
Tenho muito a escrever e pouco tempo para isso mas...
Continuo tendo muita FÉ. E sei que logo tudo tomará seu rumo.

By Flor


Wedding Tickers

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Saber entope as veias do coração...


Eu sei a palavra que você deseja escutar”

Adoramos acreditar que sabemos o que o outro quer. Tratamos as pessoas como segredos a serem desvendados e buscamos padrões de comportamento que as definam. Enchemos a boca para dizer: eu te conheço, eu sei como você reage, eu sei o que você deseja. Nos relacionamentos amorosos isso é ainda mais forte. Muitas vezes acreditamos conhecer o parceiro tão bem que nem falamos certas coisas, deixamos de perguntar, tudo por acreditar que já sabemos o que virá do outro. Mas será que isso é verdade? É claro que ao conviver com alguém adquirimos um saber sobre aquela pessoa, afinal nenhum de nós é lá muito original, nossas neuroses estão sempre às voltas com o mesmo ponto e dificilmente nos afastamos dele. Mas isso não significa que não há possibilidade de algo diferente surgir. Se dizemos “você pode se abrir comigo” estamos arriscando esse improvável, e parece-me que por medo dele acabamos dizendo muito mais Eu já sei o que você está pensando. Talvez por crermos que se conhecermos o outro suficientemente bem poderemos nos proteger. O problema é que esse conhecimento pleno do outro também é o que atrapalha. O saber entope as veias do coração e de repente ele para de bater. A ocasional taquicardia de esperar uma resposta, uma palavra, uma atitude do outro é o que dá ritmo a um coração apaixonado. Imaginar que sabemos o que o outro quer é quase inevitável, tão forte a nossa tendência a valorizar o conhecimento. Mas o saber necessário para fazer um laço com o outro não é sobre ele, não é antecipar suas respostas nem ter certeza de suas atitudes. É saber estar junto sem saber.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Desapego é de Deus!


"Para praticar o desapego, é necessário primeiro querer... Querer muito! 
Pensar sobre todas as coisas que considera ruim na vida e a partir disso, colocar duas palavras em prática: Coragem e Atitude.
A vida vale mais a pena quando deixamos de querer bem somente para os outros e começamos a fazer parte desse querer bem para nós também...
O desapego é uma prática constante!"

By Flor


Wedding Tickers

domingo, 6 de maio de 2012

Na margem do Rio Pedra eu sentei e chorei



"É preciso correr riscos, dizia ele. Só percebemos realmente o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.
Deus dá-nos todos os dias junto com o sol, um momento em que é possivel mudar tudo o que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não nos apercebemos desse momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem e será igual ao amanhã. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. E ele pode estar escondido na altura em que enfiamos a chave na porta, pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisa que nos parecem iguais. Mas essee momento existe- um momento onde toda a força das estrelas passa por nós, e que nos permite fazer milagres.
Às vezes, a felicidade é uma benção, mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia ajuda-nos a mudar, faz-nos ir em busca dos nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões. Mas tudo isso é passageiro e não deixa marcas. E, no futuro poderemos olhar para trás com orgulho e fé.
Mas pobre de quem teve medo de correr riscos. Porque esse talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás-vai ouvir o seu coração a dizer: O que fizeste com os milagres que Deus semeou nos teus dias? O que fizeste com os talentos que o teu Mestre te confiou? Enterraste-os bem no fundo numa cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: A certeza de que desperdiçaste a tua vida.
Pobre daquele que escuta estas palavras, porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado."

Paulo Coelho.

sábado, 5 de maio de 2012

O pulo...


O moço e a moça se conheceram. O moço já conhecia boa parte do mundo, um bom tanto de mulheres e já tinha sofrido por algo que chamava de amor. A moça tinha um bom tanto de curiosidade pela vida, mas medrosa que era, recalcava quase tudo, trocava a vida por livros. Ambos tinham feridas na alma e cicatrizes no coração. Então ela pensava: o negócio é amar menos do que o par, só vou amar um pouquinho aquele que me amar muito. Então ele pensava: o negócio é comer, mulheres só servem pra bagunçar a vida dos homens, não vou mais deixar. Foi nessa dança de pensamentos que eles se encontraram. Despretensiosos, tudo o que ambos queriam - ao menos conscientemente – era não se envolver afetivamente. Saíram uma, duas, três vezes e era divertido. Ele prometia ligar e ligava. Ela prometia se divertir e se divertia. E foi assim, de um pulo do coração pro outro, que eles se deram conta de que gostavam muito de tirar fotos juntos. E vocês sabem, fotografias são tentativas de eternizar pedaços de si, e isso dizia muita coisa pra eles. E foi também num pulo, de um pensamento pro outro, que eles perceberam que queriam estar cada vez mais juntos. Ele já estava com a vida bagunçada, e aquela bagunça era linda. Ela já amava mais do que ele (porque todo aquele que ama sempre acha que ama mais do que o outro) e isso não lhe importava. E aí a moça pensava que todas as confusões da vida se tornam incrivelmente belas quando a gente decide dar um pedaço de si nas mãos de um outro. E pensava que o pulo do seu coração tinha sido certeiro. E que todos os pulos são bonitos. Daí vocês podem dizer à minha personagem que nos casos em que os sentimentos não são correspondidos, o pulo não é bonito coisa nenhuma. E isso me põe a pensar que...talvez a gente sempre saiba, desde o começo, quando é correspondido. E que talvez a gente se meta em algumas enrascadas de vez em quando pra aprender alguma coisa, ou mesmo por uma certa satisfação em se quebrar. É claro, não digo que as pessoas gostem de pular e se esborrachar no chão, mas acho que no fundo a gente sabe se é amado ou não. O amor não se faz de palavras e nem de racionalizações, mas de olhares, toques e coisas que não se explicam. Assim como nós tendemos a não saber explicar o porquê amamos alguém, também não sabemos explicar como sabemos que somos amados. E por mais que a gente esboce algumas respostas em torno disso, nunca é por causa disso. Porque a palavra que define o amor está sempre a fugir. Aliás, eu nem sei se amor é mesmo a palavra apropriada pra falar de amor. É por isso que acho que escrever e fotografar são as mais belas declarações de amor, tentativas de capturar a palavra que não se consegue dizer. O fato é que tudo acontece num pulo: a foto, a palavra, o amor.

André Silveira

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Quisera...


Quisera descansar meu peito como se houvesse outra vida em mim. Saber-me dona do meu tempo, repousada e calma na inspiração. Quisera encontrar abrigo numa paz maciça de esquecimentos. E que o dia não terminasse abrupto na eternidade do melhor momento.

Mas há que se dizer de fases em que algumas frases vêm anoitecidas. E a força foge ao controle e a tristeza invade um bocado da vida. E o choro não resolve nada, nem nos desvencilha desse mar de dor. Se o peito de engasgado cala, quem será a voz a me falar de amor?

Mas há que se dizer também que nunca uma frase dói a fase inteira. Palavra também amanhece e o pensamento tem que acordar junto. Por isso que o choro seca, que ao amor há entrega, porque finda o luto. Descubro que em tempos de guerra o peito se cala, mas na poesia nunca fica mudo.

*

*

Marla de Queiroz

segunda-feira, 30 de abril de 2012



"Prefiro esbanjar emoções. Mesmo que doa. Mesmo que, um dia, eu possa me arrepender. Meus arrependimentos duram pouco, alguma coisa me cutuca e diz olha, que bom que você fez. Que bom que você teve coragem. Que bom que você sente. Que bom que você tenta. Tentar é se arriscar. E tudo na vida tem metade de chance de dar certo. E a outra metade? De dar errado. Mas não é poupando que você saberá."

Jessy Batista

domingo, 29 de abril de 2012



Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.


Cora Coralina





"Nem faço muita questão que as pessoas me conheçam a fundo. Tem gente que não merece o nosso coração aberto. Certas pessoas não precisam conhecer nossa alma. Porque elas nem vão saber o que fazer com tanta informação. Tem gente ruim no mundo, já me convenci disso. Espero que você entenda isso também. E que não sofra tanto ao constatar que nem todo mundo quer o seu bem. Algumas pessoas sentem prazer em perturbar os outros. O que ganham em troca? Não sei. E nem quero descobrir."

Clarissa Corrêa

sábado, 28 de abril de 2012

Sobre Vazios...



Passei muito tempo tentando “suprir meus vazios” até descobrir que o que apertava o meu peito era a quantidade de entulhos emocionais que eu carregava. Eu precisava era do vazio para me sentir internamente arejada e com bastante espaço para crescer. A angústia não é um vazio, é uma corrente que se arrasta. O vazio é uma possibilidade, uma lacuna a ser preenchida. Precisamos de páginas em branco para que nasçam poemas, de recipientes disponíveis, de um coração espaçoso, de uma alma livre, de uma mente aberta. O vazio só existe para os desapegados, para os que suportam e celebram o silêncio que possibilita-nos ouvir os sussurros da intuição e não os gritos infantis dos desejos imediatos. O vazio é uma esperança maciça. Ele não é apenas a falta que nos move e motiva, mas a lembrança mais genuína de que somos seres inacabados e que precisamos nos construir diariamente, incansável e eternamente. O vazio não é um abandono de si, é um reconhecimento do eu, um convite para o Outro, algo que deve ser preenchido temporariamente, dentro do mesmo movimento humano de acordar sempre um desconhecido. O vazio é uma curiosidade que ainda não foi desvendada. É ter braços livres para o abraço que acabará daqui a pouco, mas que ecoará constantemente na lembrança mais bonita. Porque no toque intenso, o afeto estava leve.

Marla de Queiroz


segunda-feira, 23 de abril de 2012

E o amor?



"E o amor?, você me pergunta. O amor, ah, sei lá. O amor nem dá pra definir direito. Acho que é um desejo de abraçar forte o outro, com tudo o que ele traz: passado, sonhos, projetos, manias, defeitos, cheiros, gostos. Amor é querer pensar no que vem depois, ficar sonhando com essa coisa que a gente chama de futuro, vida a dois. Acho que amor é não saber direito o que ele é, mas sentir tudo o que ele traz. É você pensar em desistir e desistir de ter pensado em desistir ao olhar pra cara da pessoa, ao sentir a paz que só aquela presença traz. É nos melhores e piores momentos da sua vida pensar preciso-contar-isso-pra-ele. É não querer mais ninguém pra dividir as contas e somar os sonhos. É querer proteger o outro de qualquer mal. É ter vontade de dormir abraçado e acordar junto. É sentir que vale a pena, porque o amor não é só festa, ele também é enterro. Precisamos enterrar nosso orgulho, prepotência, ciúmes, egoísmo, nossas falhas, desajustes, nosso descompasso. O amor não é sempre entendimento, mas a busca dele. O amor é uma tentativa eterna."

Clarissa Corrêa



terça-feira, 17 de abril de 2012

Perto e Distante...



Quem garante
Que o que você é
É o que o outro espera de você?
Distante
O que você me diz do que eu sinto
Não sei porque.
Quem garante
Que o que você é
É o que o outro espera de você?
Distante
O que você me diz do que eu sinto
Não sei porque.
Quem garante
Que seguindo adiante eu possa enfim viver?
Sem me comparar
Sem entristecer
Sem tentar mudar
Sem poder entender.
Não dá
Eu vou ter que sair pra poder voltar.
Me ver
Me achar
No seu olhar
Pra entender o que é o gostar.
Me ver
Me achar
No seu olhar
Pra entender o que é o gostar.
Quem garante
Que o que você é
É o que o outro enxerga?


Tiê


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Que Deus me ouça...


"Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando amanheço revigorada e anoiteço tranquila. Quando consigo manter uma relação mais gentil com as lembranças difíceis que, às vezes, ainda me assombram. Quando posso desfrutar do contentamento mesmo sabendo que existem problemas que aguardam eu me entender com eles. Quando não peço nada além de força para prosseguir, por acreditar que, fortalecida, eu posso o que quiser, em Deus."

Ana Jácomo


domingo, 15 de abril de 2012

Que comece agora...


Que comece agora. E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera. E que eu espero também. Uma vontade de ser. Àquela, que nasceu comigo e que me arrasta até a borda pra ver as flores que deixei de rastro pelo caminho. Que me dê cadência das atitudes na hora de agir. Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida. Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais. Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo. Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos. Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim. Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve. Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver.

Caio F. Abreu


sábado, 14 de abril de 2012

No Silêncio


Mergulhada no silêncio dos que se observam... Um filme, um livro, uma música, um acontecimento convencional que mexeu mais do que o normal e essas coisas de achar que eu não sou deste planeta, mas que apenas estou nele: eis a minha necessidade de aceitação. Mas sei também que pessoas são Universos e que eu, o sendo, tenho que cuidar para que esteja confortável nele, ou seja, em mim. Chorei quando estava triste, senti saudades fundas, dei gargalhadas de situações absolutamente normais, tive ideias “geniais”, abracei, fui acariciada, fiquei aninhada no amor, depois me enrosquei com a solitude... Fiz tudo o que quis e pude. E percebi cada um destes sentimentos e minhas reações a eles. Mas o que percebo, é que a alegria que mora em mim clama por vida, não somente pelo sossego; clama pelo dinamismo, pelas mudanças, pela sobriedade, pela esperança. O que há de irremediável não se cura com placebos. Se eu rejeito é porque não quero. Se eu recebo é porque já participa de algo aqui dentro. Minhas ambições são apenas estar com a roupa adequada para quando eu sumir nesta estrada, nunca sentir que minha intuição e o meu coração estão desagasalhados...


Marla de Queiroz


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Minha transparência...


 Talvez eu nunca tenha sentido as coisas assim, tão genuinamente: a raiva, o amor, a alegria, a tristeza, a ansiedade, o afeto, o sexo. As minhas emoções têm emergido sem qualquer filtro, sem qualquer disfarce. E pela primeira vez eu me permito ficar com elas dando a cada uma a importância que me pedem, porque elas não me governam, são apenas emoções, essa é a minha transparência...

Marla de Queiroz

!!!Bem eu mesma!!! Marla é sempre fantástica nas colocações...


Pesadelos...


Porque eu tenho pesadelos que parecem tão reais até quando você me abraça. E eu acordo triste, e brigo de verdade e passo o dia grave e dolorida como quando a gente leva um tombo no piso liso...que é só o passado. 
Acho isso tudo de uma crueldade atroz. Estou cheia de um afeto confuso... Afeto pelo que era, angústia por já ter sido de outro alguém e aquela sensação (imbecil) de falta de exclusividade. Eu que sempre achei que tudo é e está para o mundo. Perdoa o meu senso de autoimportância, já que não consigo perdoar o meu egoísmo. Eu sei que em alguns presentes, no embrulho, laços do passado são aproveitados. Eu só queria que eles não fossem tão vermelhos: desses que doem nos olhos e no coração.

Marla de Queiroz


quinta-feira, 12 de abril de 2012



Eu vejo a mim, espelho dessa realidade ao alcance dos meus olhos. E minhas mãos tocam tão pouco no que está sujo e sem higiene. Mas eu vejo que será um dia bonito, apesar e por causa de tantas mobilizações, tanto dinamismo. Eu vejo mudanças,eu vejo a esperança espreitando o mundo. Eu vejo o amor ainda como solução. Que se ainda não é árvore e fruto, é semente vindoura. Eu vejo... E enxergar já me traz dádivas e a percepção da minha responsabilidade nesta Roda Gigante... Girante. 

Marla de Queiroz


quarta-feira, 11 de abril de 2012

E de viver demais ainda morro...


Um dia eu vou morrer pela minha transparência e pela minha mania de ser e estar100% em tudo queestou e sinto.
Se for dentro de uma xícara pequena que eu tiver que caber, de uma maneira esquisíta nenhum pedacinho meu sobrará pelas bordas. Se for num espaço grandioso ou oceano, cada gota d'água terá a mim, e eu serei uma gota e também o todo.
Sou grande. Pequena. Me atiro. Me prendo. Pulo. Seguro.
Remoo dores antigas pra superar as novas e nessa cara fica escancarado todas as dores e alegrias. Todas conquistas e derrotas. Toda intensidade e apatia.
Cabem todas as sensações aqui.
E eu insisto em ser transparente, sem saber se há forma de ser de outra forma. Talvez num ato insano, nem sequer querendo ser de outra forma.
E eu danço com vultos. E entro em danças que não sei dançar e fico parada no meio da pista olhando os casais rodopiando sem saber pra que lado devo levar o pé.
E pulo em precipícios sabendo ser precipício e sem usar um pára-quedas que me amorteça a queda.
E caio como diz uma amiga minha "com a cara esborrachada no chão", sacudo a poeira e na próxima montanha esqueço totalmente o tombo anterior e pulo de novo.
E nessa de sobe e desce, de cara limpa e vento batendo no rosto eu sinto o céu e o inferno.
E ouço músicas feias pra embalar meus apertos. E descubro gostos. E aprendo de mim. E relembro das coisas que falo sem dizer, e me odeio, e me sinto pesada, e me sinto leve.
E sobrevivo pra tornar morrer várias vezes.
E a minha transparência maldita continua assim, deixando a carne viva à mostra, e colocando barro no meu rosto para que nenhuma lágrima caia sem ser gritada pra quem olhar.
E de mãos dadas com a intensidade ela segue seu curso de flores, chuva, céu, inferno, e um dia acabam me explodindo, porque um corpo só é pequeno demais para caber tanto de tudo.


Camila Lourenço


terça-feira, 10 de abril de 2012

Aprendendo...


Sou uma espécie de conselheira sentimental dos amigos. Todos os dias ouço histórias de amor. Histórias de amor que estão começando, outras terminando. Todas iguais dentro das suas diferenças. Amor e egoísmo. Amor e medo. Amor e abandono. Amor.
Todos os tipos de pessoas, diferentes personalidades, as mais variadas maneiras de encarar as coisas da vida. Seres distintos. Idade, cultura (ou a falta dela), gênero. Todas movidas por essa coisa enorme que de repente invade a vida de cada um e toma conta de tudo. E depois vai embora. Ou não.
Curioso é perceber como as pessoas reagem ao fim dos relacionamentos. Algumas se mostram tão fortes, outras se fragilizam tanto que parece que não vão conseguir continuar a viver sozinhas. Algumas ficam se culpando, se martirizando desnecessariamente. Outras logo, logo partem para outra, literalmente. Essas são, ao meu ver, as que conseguem aproveitar melhor a vida. Vivem o que tem pra viver, sofrem, choram, mas se erguem e saem lutando contra moinhos de vento. 
É assim, sempre. É quase que um circulo vicioso. Os relacionamentos começam, são lindos por um certo tempo, depois começam a desgastar-se até que um dia chega a hora derradeira do adeus. O bom é que mesmo sofrendo horrores algumas pessoas não perdem a doçura. Não desistem de ser quem são por ninguém. Enfrentam as dores de maneira diferente, em intensidade diferente. Passa. Sempre passa. Dia após dia sentem-se melhor, mais forte.
Passamos a vida toda atrás de amor. Mesmo não admitindo isso. Procuramos incessantemente por alguém que nos complete. Que nos faça felizes. E essa pessoa chega. Faz o que tem que fazer na nossa vida, depois vai embora. E ninguém morre por causa de um coração partido, isso eu aprendi. Sempre surge uma pontinha de esperança e um amor novinho em folha. No tempo certo. 


Paulinha (Blog Se não derruba fortalece)


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Eu desejo...


“Eu desejo que desejes ser feliz de um modo possível e rápido. 
Que desejes uns sonhos descabidos e que, ao sabê-los impossíveis, não os leve em grande consideração, os mantenha acesos, livres de frustração. 
Desejes com fantasia e atrevimento, estando alerta para os milagres, para o imponderável da vida, onde os desejos secretos são atendidos. 
Mas desejo também que desejes uma alegria incontida. 
Que desejes mais amigos, e nem precisam ser melhores amigos, basta que sejam bons parceiros de esporte. 
Desejo que desejes vitórias, romances, diagnósticos favoráveis, mais dinheiro e sentimentos vários.
Mas desejo, antes de tudo, que desejes.”

Martha Medeiros



sábado, 7 de abril de 2012

Existem pessoas...


Existem pessoas que de tão urgentes, devoram o mundo. Existem aquelas que de tão imediatistas, vivem tudo de uma só vez e continuam produzindo vazios. Existem pessoas, que se vulnerabilizam com tal facilidade que são consumidas pela ausência. Existem as que apenas têm sede de vida e aproveitam cada minuto, crescem com cada tropeço e levantam revigoradas e prontas para sorrir de novo. Pessoas assim, são urgentes para o amor, mas têm suavidade para vivenciá-lo. Elas se apaixonam por pessoas, circunstâncias e trocas. E gargalham de verdade. E abraçam de verdade. E absorvem o Outro para apreendê-lo, não para sugá-lo. Essas pessoas sentem com o corpo todo, gostam com o coração inteiro. E ainda, dão muito afago, não economizam elogios e são assertivas e cuidadosas em suas críticas. 
Existem pessoas que nos acolhem com o que há de mais precioso em alguém: com o seu Ser Inteiro Estando.

Marla de Queiroz


terça-feira, 3 de abril de 2012

Então escrevo...


Essa semana tem tudo para ser especial, porque moro na felicidade dos que são gratos por qualquer coisa, dos que transbordam emoções e falas... Mesmo transitando por diversas tribos, inclusive na minha toda maluca: de gente louca, linda, musical e lírica que respira, compra e vende dança... Estou grata porque não poderia ser diferente. 
Meu olhar tem invadido os acontecimentos com compreensão, profundidade e o que vejo, enxergo. E o que toco, abraço. E o que me instiga, amo. E o que me estimula, valorizo. E o que me desafia, supero. E o que me canta, danço. E o que me invade transbordando, escrevo!

Inspirada na lindíssima Marla de Queiroz!
(Adaptações contextuais)

By Flor


Wedding Tickers

quarta-feira, 21 de março de 2012

Jamais sozinha...


"But you never said it would be easy / you only said i'd never go alone...[Mas você nunca disse que seria fácil / você apenas disse que eu jamais iria sozinha...]

Então sentiu vontade de escrever uma oração. Uma oração que externasse sua crença, sua fé, sua força. Uma oração que externasse a confiança que possuía na palavra. Não aquela do livro, mas aquela que vinha do alto e que ela conseguia escutar toda vez que orava em silêncio. Então sentiu vontade de escrever uma oração. Mas teve medo. Medo de ouvir a voz que vinha de dentro. Medo de hesitar, de arrepender-se, de querer voltar atrás sem poder. Queria agradecer, mas só sentia culpa. Sabia que era abençoada, mas não se sentia merecedora de tanta benção. Chorava de um sentimento que a invadia e que não sabia qual era. 
Deus estava com ela, naquele quarto escuro, em meio a pensamentos confusos, e ela sabia que Ele não se importava com toda a bagunça dela. Ela se sentia amada e entendida. E perdoada e amparada. Eram muitas as vozes, mas ela não estava sozinha. Então sentiu vontade de escrever uma oração. Mas teve medo. E quis agradecer a confusão e a companhia. Quis agradecer toda a dádiva, a imperfeição, toda a compreensão. Sabia que no universo, por mais onipotência que o criador tivesse também os seus caminhos seriam aqui e ali atravessados pelo livre-arbítrio tanto seu quanto de outras pessoas. Mas sentia fé. Agradeceu a força da decisão. Orou. Que ela não fosse atravessada pela culpa. 

Senhor Deus, ...
(Sentiu silêncios. Chorou profundamente e agradeceu.)


Ela traduziu em palavras tudo aquilo que estou sentindo...

Obrigada!

Elenita Rodrigues


terça-feira, 20 de março de 2012

Os minutos...



Ponteiros que correm compondo os minutos, pulando os segundos e fazendo a trilha sonora da vida ao som do tic-tac que embriaga o coração de saudade...
Ele o CORAÇÃO... Bate descompassado na ligeireza da sensação de necessidade...
Às vezes chega a parar por um segundo, sem bater, sem respirar, sem circular...
Lembrando do momento exato em que o tic-tac o levará de volta ao abraço que ele tanto quer morar!

By Flor


Wedding Tickers

segunda-feira, 19 de março de 2012

Um oceano de amor...





E finalmente os dias tem possuído algum sentido notório...
Meu coração tem batido no compasso dos dias,
Cheio de novas expectativas e anseios,
Enfim, estou florindo por dentro...
Todo caminho é começo,
Estou a trilhar novamente o meu,
Na fase "decorativa" da estrada,
Espalhando flores por entre os passos,
Para que nos momentos difíceis,
Eu colha as pétalas perfumadas,
Das plantações que com tanto carinho e esmero fui fazendo ao longo do percurso.
A vida segue e vou escrevendo minha história,
Novos capítulos, novas aventuras,
Livro novo e de boa leitura merece capa bonita e cuidado...
Estou tecendo carinhosamente cada página,
Escrevendo delicadamente a dança do coração,
Que vai e vem cheio de emoção,
Pulsando, pulando, piruetando,
E no carinho absoluto da saudade,
Que me rodeia os dias,
Espero a noite para me brindar com a lua,
Imaginando, imaginando...
Duas ilhas e um Oceano de amor...

By Flor


Wedding Tickers

sexta-feira, 16 de março de 2012

Impermanência...


Tudo passa. Nada permanece inalterado. Nada permanece o tempo todo, do mesmo modo, no mesmo lugar. Inclusive aquilo que gostaríamos que não passasse nunca. Aprendi, embora tantas vezes esqueça e as circunstâncias me convidem a relembrar, que a ordem natural das coisas é a fluência, o movimento. O fechamento de um ciclo e a inauguração de outro.
A natureza, que tem dado claros sinais de contrariedade com o pseudocontrole dos homens, há séculos dá aulas gratuitas a respeito disso, com ou sem platéia. É só a gente olhar para as várias feições da lua. Para o movimento das ondas do mar. Para os diferentes tons do céu num período de 24 horas. Para a dança da floração das plantas. Para o caminho que a semente faz até se vestir de fruto. Intimamente, basta olharmos pra nós mesmos, usando o espelho de fora ou o espelho de dentro.
Durante a nossa jornada temos inúmeras oportunidades para olharmos nos olhos da morte. Com o tempo, começamos a perceber que, no fundo, ela não é outra coisa senão um jeito diferente que a vida arruma para se vestir. Mas, ai, como costuma ser difícil lidar com as mudanças da nossa própria vida. Como é difícil assumir a morte das coisas, mesmo as mais moribundas, sobreviventes apenas pelos tubos do apego. Como é difícil arrumar os armários do próprio coração. Ter coragem para se desfazer daquilo que já não nos serve e sabemos que não irá mais nos servir. Crenças. Padrões. Expectativas. Auto-imagens.
Há fases em que somos tocados com tanta rispidez pelas experiências do nosso caminho, que, muitas vezes, sem sequer percebermos, trocamos de mal com o riso, com a felicidade, com o compromisso maior, aquele que temos com o nosso coração. De alguma maneira, geralmente sutil, rompemos com tudo. Com todos. Principalmente, com nós mesmos. Sentimo-nos muito tristes e tentamos paralisar o movimento da vida a partir do núcleo do nosso medo.
Fases em que não nos encantamos com mais nada. Esquecemos o gosto bom das alegrias mais simples. Vedamos nossos olhos à grandeza do milagre presente em todas as coisas. Agarramo-nos à nossa dor com tanto zelo que nem o ser mais luminoso e bem intencionado do universo parece ser capaz de nos dissuadir de soltá-la. Assustados, na tentativa de nos protegermos de mais dor, ignoramos que a dor maior é a própria estagnação. A tentativa de interrupção do fluxo. A negação em nos rendermos, outra vez, à dança da vida.
Nessas fases doídas da caminhada, a gente esquece, sim, de que tudo passa. Esquece, sobretudo, que precisamos permitir que passe. E que não há muito o que fazer nesses momentos, senão entregar e confiar, eta tarefa difícil. Deixar que as coisas morram e abram espaço para o novo. Aceitar o intervalo da travessia, em que as coisas não têm mais a forma antiga nem ainda a forma nova. O tempo da crisálida: nem mais lagarta nem vôo ainda. Respeitar a cadência natural das gestações. Lembrar que precisamos ser delicados e generosos com nós mesmos para atravessar a frente fria até o sol surgir de novo. Lembrar que tudo é impermanente.

Ana Jácomo


quinta-feira, 15 de março de 2012

Você sabe...


Você sabe tanto quanto eu não gostaria, sabe que eu me apaixono quando alguém me inspira poesia e que me enrosco toda pra dormir abraçada porque sinto frio o tempo inteiro. Você sabe que fico amolecida no fim da tarde, que subo em árvores, que ainda escrevo cartas manuscritas porque acho letra de gente erótica e mais bonita. Você sabe quando estou acompanhada e com o pensamento ausente. Quando a imaginação já mudou o rumo da prosa, quando o farfalhar das folhas ao vento suprimiram o estampido do teu jazz em meus ouvidos. Você sabe que adoro quando beija meu pescoço e coloca as mãos entre meus cabelos. Você sabe também que só sei cumprimentar amigo com abraço apertado, que sou fiel a amigos e irrepreensível em relação a ciumes. Você sabe que eu tenho lá meu lado reservado e convencional, que todo ano eu consulto o trânsito do meu mapa astral e que faço orações todos os dias antes de dormir e quando amanhecemos juntos é o seu bom dia que deixa meu dia mais feliz. Você sabe mais do que eu gostaria, que eu amo morangos com leite condensado, volta e meia entre uma tpm e outra como chocolate. Você sabe além do que eu gostaria... Que na sinopse desse romance, você é o motivo de tanta alegria.

Só pra simbolizar o dia com carinho...
;-)

By Flor

(Inspirado no texto de Marla de Queiroz)


Anniversary Tickers

terça-feira, 13 de março de 2012

Kauezito do meu coração...



E por tudo que você me proporciona,
Pela felicidade plena que me realiza,
Pela maternidade que me completa,
Pelo sorriso que carinhosamente me lança em cada brincadeira,
Pelo abraço terno que me dá,
Pelas mordidinhas sapecas que me beliscam,
Pela lindeza das sensações de estar junto a ti,
Pela pureza do teu olhar,
Pela inocência do teu caminhar,
Pela luz que emana das nossas almas juntas,
Pela riqueza de sentimento que transborda,
Por todo bem que te tenho e te quero,
Por toda renúncia válida,
Por toda benção que representa na minha vida,
Por tudo que ainda vai conhecer,
Por tudo que tenho a ensinar,
Por tudo que tenho que aprender contigo,
Por tudo que gostaria que colhesse e filtrasse,
Por tudo que gostaria que plantasse de bom,
Por toda essa alegria que nos envolve,
Por TUDO e nada menos do que isso que você representa na minha vida...

Valeu a pena cada segundo da gravidez, cada dor, cada solidão, cada incerteza, cada sensação, cada noite sem dormir, cada preocupação, cada TUDO...

Você KAUE é a minha fonte de inspiração viva e infinita!
Meu filho, por você e pra você sempre estarei aqui!
Não existe no mundo um amor mais sincero e verdadeiro do que o nosso...

E eu vim aqui nessa madrugada, te olhando dormir com os olhos cheios d'água registrar o quanto EU TE AMO e o quanto és IMPORTANTE, ESSENCIAL e ÚNICO na minha vida!!!
Que Deus ilumine nossa caminhada e que eu seja uma mãe tão maravilhosa pra você como és um filho pra mim...
OBRIGADA DEUS por essa dádiva e por este presente!

NEOQEAV - Nunca se esqueça o quanto eu amo você! ;-)

Bjokas estaladas, esmagadas com ataque de urso da mãe mais maluca e apaixonada do planeta!!!

By Flor


Wedding Tickers

... Sobre os Textos ...

O Blog À flor da pele existe para que eu possa expressar aquilo que me é "pulsante" na alma...
Uns escrevem pela arte ou pela literatura, eu escrevo apenas para aliviar meu coração e "virtualizar" meu sentimentos...
Aqui possuem textos de minha autoria e de outros autores (devidamente creditados) que sigo carinhosamente. Por favor, se houver cópia dos textos coloquem os devidos créditos também ok?! Obrigada e tenha uma boa leitura! Bjos estalados

... Sobre as Imagens ...

Todas as imagens, cujo autoria não estão mencionadas, foram retiradas da internet e por esse motivo suponho que sejam de domíno público. Qualquer problema me avisem que postarei os devidos créditos. Nos casos das fotos com proteção de direitos autorais, após aviso serão excluidas dos arquivos... Desculpem os "fotógrafos" não citados! Obrigada, atenciosamente... By Flor!

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